Quer ter acesso aos nossos resumos completos?

Assine o Stoodi e prepare-se para o ENEM com conteúdos exclusivos!

Resumo de Conhecimento e Verdade na Filosofia Contemporânea - Filosofia

Quer estudar Conhecimento e Verdade na Filosofia Contemporânea? Aqui no Stoodi você encontra resumos grátis de Filosofia que podem ser salvos em PDF para ajudar na sua preparação para o Enem e principais vestibulares.

AULA 1

Arthur Schopenhauer: Conhecimento e Verdade

Assistir aula


  • Conhecido como o filósofo mais pessimista;

  • O mundo é entendido como Vontade e Representação;

  • A Vontade é considerada o motor das nossas vidas, e não se submete à razão;

  • Fala sobre um desejo insaciável que seria fonte de sofrimento, com o qual se lida ora com a arte, ora com a supressão total.

 

Nas palavras do autor,

 

“Sabemos, pelo livro precedente, que o conhecimento em geral pertence ele próprio à objetivação da vontade em seus graus mais elevados, e que a sensibilidade, os nervos, o cérebro, como outras partes do ser orgânico, constituem apenas expressão da vontade neste grau de sua objetividade, e portanto a representação por ela produzida está igualmente destinada ao serviço daquela como um meio (mekhané) para atingir seus agora complexos (polyteléstera) objetivos, para a manutenção de um ser provido de múltiplas necessidades. Originalmente, portanto, e conforme sua essência, o conhecimento é útil à vontade, e, assim como o objeto imediato que, com a aplicação da lei da causalidade se torna seu ponto de partida, é somente vontade objetivada, assim também todo conhecimento resultante do princípio de razão se mantém numa relação mais ou menos estreita com a vontade. Pois o indivíduo encontra seu corpo como um objeto entre objetos, com todos eles mantendo variadas relações e proporções conforme o princípio de razão, cuja observação, portanto, por vias mais ou menos extensas, sempre reconduz ao seu corpo, logo à sua vontade.”2

 

Schopenhauer, no livro Mundo como Vontade e Representação


1Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Arthur_Schopenhauer_by_J_Sch%C3%A4fer,_1859b.jpg 

2Schopenhauer, A. O Mundo como Vontade e Representação. III parte. Trad. Wolfgang Leo Maar e Maria Lúcia Mello Oliveira Cacciola. São Paulo: Abril Cultural, 1980.

AULA 2

Friedrich Nietzsche: Conhecimento e Verdade

Assistir aula

  •  Sua obra é marcada por uma crítica ao pensamento cristão e a toda a tradição de filosofia europeia;

  • Possui o conceito de Übermensch, o super homem, aquele que ressignifica sua própria moral;

  • Fala sobre a Vontade de Poder, uma expressão da vida e força humana;

  • Faz a famosa afirmação de que “Deus está morto”, no sentido de afirmar que os conceitos do cristianismo já não são mais suficientes para organizar a moralidade da sociedade;

  • Fala sobre o niilismo, afirmando que ele seria a doença dos tempos modernos - embora defenda que novos valores podem sim ser encontrados.

 

Nas palavras do autor,

 

"Em algum remoto rincão do universo cintilante que se derrama em um sem número de sistemas solares, havia uma vez um astro, em que animais inteligentes inventaram o conhecimento. Foi o minuto mais soberbo e mais mentiroso da “história universal”: mas também foi somente um minuto. Passados poucos fôlegos da natureza congelou-se o astro, e os animais inteligentes tiveram de morrer. – Assim poderia alguém inventar uma fábula e nem por isso teria ilustrado suficientemente quão lamentável, quão fantasmagórico e fugaz,quão sem finalidade e gratuito fica o intelecto humano dentro da natureza. Houve eternidades, em que ele não estava: quando de novo ele tiver passado, nada terá acontecido. Pois não há para aquele intelecto nenhuma missão mais vasta, que conduzisse além da vida humana. Ao contrário, ele é humano, e somente seu possuidor e genitor o toma tão pateticamente,como se os gonzos do mundo girassem nele. mas se pudéssemos entender-nos com a mosca, perceberíamos então que também ela bóia no ar com esse páthos e sente em si o centro voante deste mundo. Não há nada tão desprezível e mesquinho na natureza que, com um pequeno sopro daquela força do conhecimento, não transbordasse logo como um odre; e como todo transportador de carga quer seu admirador, mesmo o mais orgulhoso dos homens, o filósofo, pensa ver por todos os lados os olhos do universo telescopicamente em mira sobre seu agir e pensar.”

 

Nietzsche, no livro Sobre a Verdade e Mentira no Sentido Extra-Moral

 


3Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Nietzsche187c.jpg  

AULA 3

Martin Heidegger: Conhecimento e Verdade

Assistir aula

 

  • Diferencia o conceito desereente;

  • O ser não é mais colocado como substância, mas comoDasein- que é umser-aí, um ser que existe no mundo e deve ser entendido dentro de seu contexto de vivência;

  • É necessário evitar o excesso teórico: a teoria sempre chega tarde, antes daquilo que se abriu ao homem como conhecimento.

 

Nas palavras do autor,

 

“No solo da arrancada grega para interpretar o ser, formou-se um dogma que não apenas declara supérflua a questão sobre o sentido do ser como lhe sanciona a falta. Pois se diz: ‘ser’ é o conceito mais universal e o mais vazio. Como tal, resiste a toda tentativa de definição. Esse conceito mais universal e, por isso, indefinível prescinde de definição. Todo mundo o emprega constantemente e também compreende o que ele, cada vez, pretende designar. Assim o que, encoberto, inquietava o filosofar antigo e se mantinha inquietante, transformou-se em evidência meridiana, a ponto de acusar quem ainda levantasse a questão de cometer um erro metodológico. 

No início dessa investigação não se pode discutir em detalhes os preconceitos que, sempre de novo, plantam e alimentam a dispensa de um questionamento do ser. Eles encontram suas raízes na própria ontologia antiga. Esta, por sua vez, pode apenas ser interpretada de modo suficiente - quanto ao fundamento de onde brotaram os conceitos e quanto à adequação das justificativas propostas para as categorias e sua completude - esclarecendo-se e respondendo à questão do ser. Por isso nós só conduziremos a discussão dos preconceitos até onde a necessidade de se repetir a questão sobre o sentido do ser for evidente”.

 

Heidegger, no livro Ser e Tempo


 

  5Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Heidegger_1_(1960).jpg

AULA 4

Maurice Merleau-Ponty: Conhecimento e Verdade

Assistir aula

  • Representante da Fenomenologia;

  • O corpo é considerado não como coisa, mas como condição permanente da experiência;

  • A percepção, que era antes colocada como um auxiliar fraco ou obstáculo ao conhecimento, se torna prioridade na filosofia de Merleau-Ponty.

 

Nas palavras do autor,

 

O mundo está ali antes de qualquer análise que eu possa fazer dele, e seria artificial fazê-lo derivar de uma série de sínteses que ligariam as sensações, depois os aspectos perspectivos do objeto, quando ambos são justamente produtos da análise e não devem ser realizados antes dela. A análise reflexiva acredita seguir em sentido inverso o caminho de uma constituição prévia, e atingir no "homem interior", como diz santo Agostinho, um poder constituinte que ele sempre foi. Assim a reflexão arrebata-se a si mesma e se recoloca em uma subjetividade invulnerável, para aquém do ser e do tempo. Mas isso é uma ingenuidade ou, se se preferir, uma reflexão incompleta que perde a consciência de seu próprio começo. Eu comecei a refletir, minha reflexão é reflexão sobre um irrefletido, ela não pode ignorar-se a si mesma como acontecimento, logo ela se manifesta como uma verdadeira criação, como uma mudança de estrutura da consciência, e cabe-lhe reconhecer, para aquém de suas próprias operações, o mundo que é dado ao sujeito, porque o sujeito é dado a si mesmo. O real deve ser descrito, não construído ou constituído. (...) O real é um tecido sólido, ele não espera nossos juízos para anexar a si os fenômenos mais aberrantes, nem para rejeitar nossas imaginações mais verossímeis. A percepção não é uma ciência do mundo, não é nem mesmo um ato, uma tomada de posição deliberada; ela é o fundo sobre o qual todos os atos se destacam e ela é pressuposta por eles. O mundo não é um objeto do qual possuo comigo a lei de constituição; ele é o meio natural e o campo de todos os meus pensamentos e de todas as minhas percepções explícitas”.

 

Merleau-Ponty, no livro Fenomenologia da Percepção


  7Fonte: https://it.wikipedia.org/wiki/File:Maurice_Merleau-Ponty.jpg

AULA 5

Jean-Paul Sartre: Conhecimento e Verdade

Assistir aula

  • Representante do Existencialismo;

  • Considera que a existência precede a essência, isto é, que o homem não tem uma essência pré-definida, mas constrói sua essência ao longo de sua vida, através de suas ações, em um processo contínuo;

  • Cada indivíduo deve escolher suas próprias ações, o que pode causar angústia; ainda assim, Sartre considera que o homem está condenado a ser livre.

 

Nas palavras do autor,

 

“Significa que a consciência não se produz como exemplar singular de uma possibilidade abstrata, mas que, surgindo no bojo do ser, cria e sustenta sua essência, quer dizer, a ordenação sintética de suas possibilidades. Significa também que o tipo de ser da consciência é o reverso do que nos revela a prova ontológica: como a consciência não é possível antes de ser, posto que seu ser é fonte e condição de toda possibilidade, é sua existência que implica sua essência.” 

 

Sartre, no livro O Ser e o Nada.


 9Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Sartre_1967_crop.jpg 

10Sartre, J.O Ser e o Nada: Ensaio de Ontologia Fenomenológica. Tradução de Paulo Perdigão. Petrópolis: Editora Vozes, 2007. 

AULA 6

Filosofias não-Européias : Conhecimento e Verdade

Assistir aula

Conta de email não verificada

Não foi possível realizar o seu cadastro com a sua conta do Facebook pois o seu email não está confirmado no Facebook.

Clique aqui para ver como confirmar sua conta de email no Facebook ou complete seu cadastro por aqui.

Entendi
Clicando em "Criar perfil", você aceita os termos de uso do Stoodi.
Tem perfil no Stoodi? Fazer Login