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Resumo de Conhecimento e Verdade na Filosofia Medieval - Filosofia

Quer estudar Conhecimento e Verdade na Filosofia Medieval? Aqui no Stoodi você encontra resumos grátis de Filosofia que podem ser salvos em PDF para ajudar na sua preparação para o Enem e principais vestibulares.

AULA 1

Agostinho de Hipona: Conhecimento e Verdade

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  • Representante da Patrística;

  • Fortemente influenciado por Platão;

  • Defende que a fé recebe clareza da razão, e a razão o estímulo da fé;

  • Afirma que quanto mais conhecemos, mais nos aproximamos da Verdade; Deus é considerado o Ser, a Verdade e o Bem. 


 

Nas palavras do autor,

 

“Deus está longe de odiar em nós aquilo em que nos criou superiores aos restantes animais. Longe de nós pensar que a fé nos leva a rejeitar e a fugir da razão, dado que nem sequer poderíamos acreditar se não tivéssemos almas racionais. É próprio da razão reconhecer que a fé deve preceder a razão no tocante a certas verdades que fazem parte da doutrina de salvação e de cuja compreensão não seremos ainda capazes, embora o sejamos mais tarde. E isto porque, purificando o coração, a fé apreende e transporta consigo a luz da grande razão... Por isso, parece muito razoável que a fé preceda a razão... E a razão que nos persuade de que a fé deve preceder uma certa grande razão; por isso, por mínima que seja, essa primeira razão é prévia à fé.”2

 

Agostinho, na Carta a Consêncio

 


1Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Saint_Augustine_by_Philippe_de_Champaigne.jpg

2In Freitas, Manuel. “Razão e Fé no pensamento de Santo Agostinho”. Revista Didaskalia - Edição XXIX.1999.

AULA 2

Tomás de Aquino: Conhecimento e Verdade

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  • Representante da Escolástica;

  • Fortemente influenciado por Aristóteles;

  • Considerado um Doutor da Igreja Católica;

  • Defende que a filosofia possui autonomia, mas não esgota tudo que pode ser conhecido - é a teologia que explica aquilo que se relaciona à salvação eterna;

  • Possui uma obra extensa e amparada na razão e na dialética.

 

Nas palavras do autor,

 

“Questão 2: Deus existe? 

Artigo 2 — Se é demonstrável a existência de Deus.

O segundo discute-se assim — Parece que não é demonstrável a existência de Deus. 

1. Pois, tal existência é artigo de fé. Ora, as coisas da fé não são demonstráveis, porque a demonstração dá a ciência, e a fé é própria do que não é aparente, como se vê no Apóstolo (Heb 11,1). Logo, a existência de Deus não é demonstrável. 

2. Demais — O termo médio da demonstração é a quididade. Ora, não podemos saber o que é Deus, como diz Damasceno. Logo, não lhe podemos demonstrar a existência.

3. Demais — Se se demonstrasse a existência de Deus, só poderia sê-lo pelos seus efeitos. Ora, sendo Deus infinito e estes, finitos, e não havendo proporção entre o finito e o infinito, os efeitos não lhe são 

proporcionados. E, como a causa se não pode demonstrar pelo efeito, que não lhe é proporcionado, conclui-se que não se pode demonstrar a existência de Deus. 

Mas, em contrário, diz a Escritura (Rm 1, 20): As coisas invisíveis de Deus se vêm depois da criação do mundo, consideradas pelas obras que foram feitas. Ora, isto não se daria, se a existência de Deus não se pudesse demonstrar pelas coisas feitas, pois o que primeiro se deve inteligir de um ser é se existe. 

 

SOLUÇÃO.— Há duas espécies de demonstração. Uma, pela causa, pelo porquê das coisas, a qual se apóia simplesmente nas causas primeiras. Outra, pelo efeito, que é chamada a posteriori, embora se baseie no que é primeiro para nós; quando um efeito nos é mais manifesto que a sua causa, por ele chegamos ao conhecimento desta. Ora, podemos demonstrar a existência da causa própria de um efeito, sempre que este nos é mais conhecido que aquela; porque, dependendo os efeitos da causa, a existência deles supõe, necessariamente, a preexistência desta. Por onde, não nos sendo evidente, a existência de Deus é demonstrável pelos efeitos que conhecemos. 

 

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — A existência de Deus e outras noções semelhantes que, pela razão natural, podem ser conhecidas de Deus, não são artigos de fé, como diz a Escritura (Rm 1,19), mas preâmbulos a eles; pois, como a fé pressupõe o conhecimento natural, a graça pressupõe a natureza, e a perfeição, o perfectível. Nada, entretanto, impede ser aquilo, que em si é demonstrável e cognoscível, aceito como crível por alguém que não compreende a demonstração. 

 

RESPOSTA À SEGUNDA. — Quando se demonstra a causa pelo efeito, é necessário empregar este em lugar da definição daquela, cuja existência se vai provar: e isto sobretudo se dá em relação a Deus. Pois, para provar a existência de alguma coisa, é necessário tomar como termo médio o que significa o nome e não o que a coisa é, porque a questão — o que é — segue-se à outra — se é. Ora, os nomes a Deus se impõe pelos efeitos, como depois se mostrará; donde, demonstrando a existência de Deus, pelo efeito, podemos tomar como termo médio a significação do nome de Deus. 

 

RESPOSTA À TERCEIRA. — Efeitos não proporcionados à causa não levam a um conhecimento perfeito dela; todavia, por qualquer efeito nos pode ser, manifestamente, demonstrada a existência da causa, como se disse. E assim, pelos seus efeitos, pode ser demonstrada a existência de Deus, embora por eles não possamos perfeitamente conhecê-lo na sua essência.”4

 

Tomás de Aquino, no livro Suma Teológica


  3Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Angelico,_san_tommaso_d%27aquino_alla_fondazione_cini.jpg

   4AQUINO, T.Suma Teológica. Disponível em:.

 

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