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Resumo de Ética e Política na Filosofia Antiga - Filosofia

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AULA 1

Sócrates: Ética e Política

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  • Concentra seus estudos no homem e, especialmente, em sua “alma” -psyche.

  • É da virtude que nascem todas as coisas boas para o homem, tanto do ponto de vista individual quanto social;

  • Virtude é aquilo que torna uma coisa boa ou a aperfeiçoa, tornando-a aquilo que ela deve ser;

  • Os verdadeiros valores não estão nas coisas exteriores, mas no conhecimento. Assim, a virtude é o conhecimento, e o vício é a ignorância;

  • É impossível conhecer o bem e não fazê-lo, todo mal ocorre por ignorância;

  • A base da virtude é o domínio de si mesmo, e o homem livre é aquele que consegue dominar seus instintos.

 

Nas palavras do autor,

 

Em suma, então, Clínias, disse eu, é de temer que, sobre a totalidade das coisas que anteriormente afirmamos serem bens, a questão não seja a respeito disto: como elas, por natureza, em si e por si mesmas, são bens; mas, segundo parece, passa-se do seguinte modo: se as dirige a ignorância, são males piores do que seus contrários, tanto mais capazes que são de servir a quem as dirige, que é mau; mas, se a inteligência e a sabedoria, são bens maiores; em si e por si mesmas, nem umas nem outras e dessas coisas têm nenhum valor. - E evidente, disse ele, segundo parece, que é assim como dizes. - O que resulta então para nós do que foi dito? Outra coisa senão o seguinte: que das outras coisas nenhuma é boa, nem má, mas estas duas coisas há, das quais uma, a sabedoria, é um bem, e outra, a ignorância, é um mal? - Ele concordou.

 

Sócrates, no diálogo Eutidemo, de Platão2


  1Fonte: https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Socrates_BM_GR1973.03-27.16.jpg

 2Platão.Eutidemo. Tradução de Maura Iglesias. São Paulo e Rio de Janeiro: Loyola e Editora PUC-Rio, 2011.

AULA 2

Platão: Ética e Política

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  • Corpo e alma são separados, e o corpo é considerado como o cárcere da alma e a raiz de todos os males, paixões e etc. Assim, a alma inteligível e o corpo estão em embate;

  • A verdadeira política é aquela que conduz seu cidadão à virtude: assim, o melhor político é o filósofo;

  • Para Platão, existem três classes sociais que correspondem a três virtudes. Na sociedade ideal, cada um dos cidadãos deve fazer o que lhe compete;

  • Considera três formas possíveis de governo (monarquia; aristocracia e democracia).


 

Nas palavras do autor,

 

Como, inversamente, diremos: quando nas classes dos comerciantes, dos auxiliares e dos guardas cada um cumpre a ponto suas atribuições de cidadãos, haverá o oposto do que descrevemos neste momento, a saber: justiça e o que faz justa a cidade. (...)

Assim, o homem justo em nada diferirá da cidade justa, no que diz respeito ao conceito da justiça, mas terá de ser semelhante a ela.

Semelhante, respondeu.

E a cidade se nos afigurou justa quando as três classes que a compõe, diferentes por natureza, desempenham independentemente suas atividades: será temperante, corajosa e sábia, graças a certas disposições e qualidades correspondentes a essas mesmas classes.

É certo, me falou.

Do mesmo modo, caro amigo, teremos de considerar o indivíduo: deve ter na alma precisamente esses três gêneros de qualidades, razão de merecer o mesmo nome que a cidade, visto comportarem-se ambos do mesmo nome.

Necessariamente, disse.

 

Platão, no livro A República4


3Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Plato_Silanion_Musei_Capitolini_MC1377.jpg

4Platão.A República. Tradução de Carlos Alberto Nunes. Belém: EDUFPA, 2000.

AULA 3

Aristóteles: Ética e Política

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  • Todas as ações humanas tendem para um fim, e cada fim particular está em relação com o fim último, que é a felicidade;

  • A verdadeira felicidade do homem não está em coisas exteriores, mas em sua realização como ser racional;

  • O homem possui razão, apetites e instintos, mas eles podem ser dominados pela própria razão. 

  • Virtudes éticas são a busca da justa medida entre o excesso e a carência;  

  • Virtudes dianoéticas dirigem o homem para o conhecimento da Verdade e do Sumo Bem;

  • O bem do indivíduo é da natureza do bem da cidade, e o homem é considerado um ser político;

  • São trabalhados diversos tipos de governo, variando a figura de quem exerce o poder (um ou muitos)  e o modo como exerce (buscando o bem comum ou o interesse privado).

 

Nas palavras do autor,

 

Comecemos, pois, por frisar que está na natureza dessas coisas o serem destruídas pela falta e pelo excesso, como se observa no referente à força e à saúde (pois, a fim de obter alguma luz sobre coisas imperceptíveis, devemos recorrer à evidência das coisas sensíveis). Tanto a deficiência como o excesso de exercício destroem a força; e, da mesma forma, o alimento ou a bebida que ultrapassem determinados limites, tanto para mais como para menos, destroem a saúde ao passo que, sendo tomados nas devidas proporções, a produzem, aumentam e preservam.

O mesmo acontece com a temperança, a coragem e as outras virtudes, pois o homem que a tudo teme e de tudo foge, não fazendo frente a nada, torna-se um covarde, e o homem que não teme absolutamente nada, mas vai ao encontro de todos os perigos, torna-se temerário; e, analogamente, o que se entrega a todos os prazeres e não se abstém de nenhum torna-se intemperante, enquanto o que evita todos os prazeres, como fazem os rústicos, se torna de certo modo insensível.

A temperança e a coragem, pois, são destruídas pelo excesso e pela falta, e preservadas pela mediania.

Aristóteles, no livro Ética a Nicômaco6


5Fonte:

6Aristóteles.Ética a Nicômaco. Tradução de Leonel Vallandro e Gerd Bornheim. São Paulo: Abril S.A. Cultural, 1984

AULA 4

Helenismo: Ética e Política

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  • Ceticismo: trabalha a impossibilidade de uma explicação absoluta sobre as coisas, e a suspensão do juízo;

  • Cinismo: considera que a liberdade é eliminar as necessidades supérfluas, aproximando-se da animalidade; falava do desprezo pelo prazer e valorizava a autarquia, bastar-se a si mesmo;

  • Epicurismo: o verdadeiro bem é o prazer, e os prazeres da alma são considerados superiores aos do corpo; a ausência de dor em relação à alma e ao corpo é considerada o sumo bem; diferencia os prazeres com base em sua naturalidade e necessidade;

  • Estoicismo: valorização da indiferença com relação aos acontecimentos da vida e da conformidade com o destino.

 

Nas palavras do autor,

 

Quem é jovem não espere para fazer filosofia; quem é velho não se canse disso. Com efeito, ninguém é imaturo ou superado em relação à saúde da alma. Quem diz que ainda não é hora de fazer filosofia, ou que a hora já passou, parece-se com que diz, em relação à felicidade, que ainda não é o momento dela, ou que ele já passou. Por isso, tanto o jovem como o velho devem fazer filosofia: um para que, embora envelhecendo, permaneça sempre jovem de bens por causa do passado, o outro para que se sinta jovem e velho ao mesmo tempo, para que não tema o futuro. É preciso, portanto, ocupar-se de tudo o que leva à felicidade, se é fato que quando ela está conosco possuímos tudo, e que, quando não está conosco, fazemos de tudo para obtê-la.

 

Epicuro, na Carta a Meneceu8


7Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Zen%C3%A3o_de_C%C3%ADtio#/media/Ficheiro:Paolo_Monti_-_Servizio_fotografico_(Napoli,_1969)_-_BEIC_6353768.jpg

 8Epicuro.Carta a Meneceu.in: Reale, G.; Antiseri, D. História da Filosofia. Volume 01. São Paulo: Paulus, 2007.