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Resumo de Ética e Política na Filosofia Contemporânea - Filosofia

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AULA 1

Karl Marx: Ética e Política

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  • A crítica à religião está voltada a uma crítica social e política, onde a religião é um meio de lidar com com as condições de desigualdade e opressão pelas quais as pessoas passam;

  • Materialismo Histórico: a estrutura econômica de uma época determina sua superestrutura ideológica (isto é, o conjunto de idéias religiosas, morais, políticas e etc);

  • A essência do homem está ligada à sua atividade produtiva. Inicialmente, o trabalho era humanizar a natureza de acordo com as necessidades dos homens. Mas, atualmente, os homens se distanciaram disso, se tornando uma peça dentro de um processo de produção, onde ele é alienado dos seus instrumentos de trabalho e até mesmo do próprio produto que produz;

  • Dessa alienação, vem todas as outras formas de alienação, como a política e a religiosa. Da necessidade de superar o trabalho alienado são trabalhados os conceitos de luta de classes e do capital.


 

Nas palavras do autor,

 

Pode-se referir a consciência, a religião e tudo o que se quiser como distinção entre os homens e os animais; porém, esta distinção só começa a existir quando os homens iniciam a produção dos seus meios de vida, passo em frente que é conseqüência da sua organização corporal. Ao produzirem os seus meios de existência, os homens produzem indiretamente a sua própria vida material. A forma como os homens produzem esses meios depende em primeiro lugar da natureza, isto e, dos meios de existência já elaborados e que lhes é necessário reproduzir; mas não deveremos considerar esse modo de produção deste único ponto de vista, isto é, enquanto mera reprodução da existência física dos indivíduos. Pelo contrário, já constitui um modo determinado de atividade de tais indivíduos, uma forma determinada de manifestar a sua vida, um modo de vida determinado. A forma como os indivíduos manifestam a sua vida reflete muito Exatamente aquilo que são, O que são coincide portanto com a sua produção, isto é, tanto com aquilo que produzem como com a forma cotizo produzem. Aquilo que os indivíduos são depende portanto das condições materiais da sua produção. Esta produção só aparece com o aumento da população e pressupõe a existência de relações entre os indivíduos. A forma dessas relações é por sua vez condicionada pela produção.

 

Marx, no livro A Ideologia Alemã2


1Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Karl_Marx_001.jpg

2Marx, K.A Ideologia Alemã. Disponível em:

 

AULA 2

Max Weber: Ética e Política

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  • Weber combate a ideia de que a economia é algo único, fazendo uma divisão dos fenômenos sociais com base em sua relação com a economia;

  • Há só uma ciência, uma vez que o conhecimento científico (nas ciências naturais ou histórico-sociais) é caracterizado por explicações causais;

  • O cientista social utiliza métodos científicos para investigar realidades sociais e históricas: e, para esse estudo, é proposta a teoria do tipo ideal;

  • Qualquer fato histórico-social se explica por uma constelação de causas. O objetivo daquele que faz ciência não é emitir juízos de valor, mas explicar o que ocorre;

  • O mundo é desencantado, um lugar onde a razão e a técnica são o modo de atingirmos nossos objetivos.


 

Nas palavras do autor,

 

A “objetividade” do conhecimento no campo das ciências sociais depende antes do fato de o empiricamente dado estar constantemente orientado por ideias de valor, que são as únicas e conferir-lhe valor de conhecimento; e ainda que a significação desta objetividade apenas se compreenda a partir de tais ideias de valor, não se trata de converter isso no pedestal de uma prova empiricamente impossível da sua validade. E a crença - que todos nós alimentados de uma forma ou de outra - na validade supra-empírica de ideias de valor últimas e supremas, em que fundamentamos o sentido da nossa existência, não exclui, mas pelo contrário, inclui a variabilidade incessante dos pontos de vista concretos, a partir dos quais a realidade empírica adquire significado. A realidade irracional da vida e o seu conteúdo de possíveis significações são inesgotáveis, e a configuração concreta das relações valorativas mantém-se flutuante, submetida às variações do futuro obscuro da cultura humana; a luz propagada por essas idéias supremas de valor ilumina, de cada vez, uma parte finita e continuamente modificada do curso caótico de eventos que fluem através do tempo.

 

Weber, no livro Metodologia das Ciências Sociais4


3Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Max_Weber_1894.jpg

4Weber, M.Metodologia das Ciências Sociais. Tradução de Augustin Wernet. Cortez Editora e Editora da Unicamp.

 

AULA 3

Theodore W. Adorno: Ética e Política

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  • Representante da Escola de Frankfurt;

  • Defende uma Dialética Negativa, negando a ideia de que podemos abarcar todo o real a partir do pensamento, subvertendo as falsas seguranças dos sistemas filosóficos;

  • O Iluminismo pretendia racionalizar o mundo, tornando-o manipulável pelos homens, mas isso levou-os à autodestruição. A razão não é capaz de discutir objetivos e finalidades pelas quais os homens conduzem suas vidas, mas apenas construir meios para alcançar fins estabelecidos pelo sistema;

  • Indústria Cultural: a mídia impõe valores e modelos de comportamento, cria necessidades e estabelece a linguagem. Esses valores são uniformes, uma vez que devem alcançar a todos. Eles não estimulam a criatividade mas a bloqueiam, acostumando as pessoas a receber passivamente as mensagens.


 

Nas palavras do autor,

 

Desde sempre o iluminismo, no sentido mais abrangente de um pensar que faz progressos, perseguiu o objetivo de livrar os homens do medo e de fazer deles senhores. Mas, completamente iluminada, a terra resplandece sob o signo do infortúnio triunfal. O programa do iluminismo era o de livrar o mundo do feitiço. Sua pretensão, a de dissolver os mitos e anular a imaginação, por meio do saber. Bacon, "o pai da filosofia experimental", já havia coligido as suas idéias diretrizes. Ele desprezava os adeptos da tradição que "acreditam primeiro que outros sabem o que eles próprios não sabem; e, em seguida, que eles próprios sabem o que não sabem. Entretanto, a credulidade, a aversão à dúvida, a precipitação nas respostas, o pedantismo cultural, o receio de contradizer, a parcialidade, a negligência na pesquisa pessoal, o fetichismo verbal, a tendência a dar-se por satisfeito com conhecimentos parciais, essas e outras causas semelhantes impediram que o entendimento humano fizesse um casamento feliz com a natureza das coisas e foram, em vez disso, as alcoviteiras de sua ligação a conceitos fúteis e experimentos não planejados: é fácil imaginar os frutos e a prole de uma união tão gloriosa. A impressora, invenção grosseira; o canhão, que já era prefigurado; a bússola, que até certo ponto já era conhecida anteriormente; que mudanças não produziram essas três — a primeira, no estado da ciência, a outra, no da guerra, a terceira, no das finanças, do comércio e da navegação! E foi só por acaso, repito, que se deu de encontro com essas invenções. Portanto, não há dúvida alguma de que a superioridade do homem reside no saber. Nele estão guardadas muitas coisas, que os reis com todos os seus tesouros não podem comprar, sobre as quais não se impõe o seu mando, das quais seus informantes e alcagüetes não dão notícia alguma, cujas terras de origem não podem ser alcançadas pelos veleiros dos seus navegantes e descobridores. Hoje, não passa de simples opinião nossa, a de que dominamos a natureza; estamos submetidos a seu jugo. Porém, se nos deixássemos guiar por ela na invenção, nós a teríamos, na práxis, a nosso mando". 

 

Adorno, no livro Conceito de Iluminismo6


5Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Frans_Hals_-_Portret_van_Ren%C3%A9_Descartes.jpg 

6Adorno, T.Textos Escolhidos. Coleção Os Pensadores: Adorno. São Paulo: Editora Nova Cultural Ltda, 1996.

AULA 4

Jürgen Habermas: Ética e Política

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  • Faz parte da Escola de Frankfurt;

  • Nem toda razão pode ser reduzida à perversidade utilitária que Adorno considerava, pois ela também tem uma função comunicativa, e a própria linguagem cotidiana exige racionalidade. Com isso, ele se reconcilia com a razão ocidental;

  • Existe o agir comunicativo, que busca o entendimento entre sujeitos, baseado no discurso argumentativo;

  • É preciso buscar uma ética da discussão, onde as questões morais sejam livremente debatidas, dando lugar a acordos. O agir comunicativo, que tende ao entendimento, pode ser a base ética de uma sociedade. 


 

Nas palavras do autor,


 

Na prática comunicativa do quotidiano, as interpretações cognitivas, as expectativas morais, as expressões e valorações têm de qualquer modo que se interpenetrar. Os processos de entendimento mútuo do mundo da vida carecem por isso de uma tradição cultural em toda a sua latitude e não apenas das bênçãos da ciência e da técnica. Assim, a filosofia poderia atualizar sua relação com a totalidade em seu papel de intérprete voltado para o mundo da vida. (...) Essa prática comunicativa cotidiana possibilita um entendimento mútuo orientado por pretensões de validez - e isso como única alternativa à atuação mais ou menos violenta de uns sobre os outros. Mas, como as pretensões de validez que associamos, no diálogo, às nossas convicções visam além de cada contexto particular, como elas remetem além de horizontes limitados, no espaço e no tempo, segue-se que todo acordo alcançado ou reproduzido comunicativamente deve se apoiar num potencial de razões que podem ser atacadas, mas não deixam de ser razões. Razões são coisas de um estofo especial; elas forçam-nos a tomar posição por sim ou por não. Deste modo, nos fatores do agir orientado para o entendimento, está embutido um fator de incondicionalidade. E é este fator que distingue a validade, que pretendemos para nossas concepções, da validez meramente social de uma prática habitual. O que consideramos justificado é, na perspectiva da primeira pessoa, uma questão da possibilidade de fundamentação e não uma função dos hábitos de vida. por isso, há um interesse filosófico em “ver nossas práticas de justificação sociais mais do que essas meras práticas”. É este mesmo interesse que está contido na obstinação com que a filosofia se aferra ao papel de um guardião da racionalidade - um papel que, segundo minha experiência, traz cada vez mais aborrecimento e que, certamente, nenhum privilégio mais confere.

 

Habermas, no livro Consciência Moral e Agir Comunicativo8


7Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:JuergenHabermas.jpg 

8Habermas, J.Consciência Moral e Agir Comunicativo. Tradução de Guido Antônio de Almeida. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989

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