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Resumo de Pensamento Científico na Filosofia Contemporânea - Filosofia

Quer estudar Pensamento Científico na Filosofia Contemporânea? Aqui no Stoodi você encontra resumos grátis de Filosofia que podem ser salvos em PDF para ajudar na sua preparação para o Enem e principais vestibulares.

AULA 1

Karl Popper: Pensamento Científico

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  • Considera que toda teoria científica é sempre conjectural e provisória: uma teoria ainda não contrariada pelos fatos. Para ele, uma teoria científica pode ser refutada por uma única observação negativa, mas nenhuma quantidade de observações positivas pode torná-la eterna e imutável;

  • Desenvolve o conceito de falseabilidade na ciência: o objetivo das experiências e observações é encontrar provas da falsidade daquela teoria e, quando encontrar, desenvolver uma nova teoria para explicar o fenômeno analisado.


 

Nas palavras do autor,

 

Durante o inverno de 1919-1920, essas considerações me levaram a conclusões que posso agora reformular da seguinte maneira. 

(1) É fácil obter confirmações ou verificações para quase toda teoria - desde que as procuremos.

(2) As confirmações só devem ser consideradas se resultarem de predições arriscadas; isto é, se, não esclarecidos pela teoria em questão, esperarmos um acontecimento incompatível com a teoria e que a teria refutado. 

(3) Toda teoria científica boa é uma proibição: ela proíbe certas coisas de acontecer. Quanto mais uma teoria proíbe, melhor ela é. 

(4) A teoria que não for refutada por qualquer acontecimento concebível não é científica. A irrefutabilidade não é uma virtude, como freqüentemente se pensa, mas um vício. 

(5) Todo teste genuíno de uma teoria é uma tentativa de refutá-la. A possibilidade de testar uma teoria implica igual possibilidade de demonstrar que é falsa. Há, porém, diferentes graus na capacidade de se testar uma teoria: algumas são mais testáveis, mais expostas à refutação do que outras; correm, por assim dizer, maiores riscos.

(6) A evidência confirmadora não deve ser considerada se não resultar de um teste genuíno da teoria; o teste pode-se apresentar como uma tentativa séria porém malograda de refutar a teoria. (Refiro-me a casos como o da evidência corroborativa). 

(7) Algumas teorias genuinamente testáveis, quando se revelam falsas, continuam a ser sustentadas por admiradores, que introduzem, por exemplo, alguma suposição auxiliar ad hoc, ou reinterpretam a teoria ad hoc de tal maneira que ela escapa à refutação. Tal procedimento é sempre possível, mas salva a teoria da refutação apenas ao preço de destruir (ou pelo menos aviltar) seu padrão científico. (Mais tarde passei a descrever essa operação de salvamento como uma distorção convencionalista ou um estratagema convencionalista)

Pode-se dizer, resumidamente, que o critério que define o status científico de uma teoria é sua capacidade de ser refutada ou testada.

 

Popper, no livro Conjecturas e Refutações


1Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Karl_Popper2.jpg

 

AULA 2

Thomas Kuhn: Pensamento Científico

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  • A ciência não funciona de modo cumulativo, mas através de rupturas de paradigmas;

  • Trabalha o conceito de paradigma dentro da ciência;

  • Cada campo científico passa pelas seguintes fases: A Fase Pré Paradigmática; a Ciência Normal; a Crise; a Revolução; a Nova Ciência Normal; a Nova Crise; a Nova Revolução e assim por diante.

 

Nas palavras do autor,

 

Os exemplos mais óbvios de revoluções científicas são aqueles episódios famosos do desenvolvimento científico que, no passado, foram freqüentemente rotulados de revoluções. Por isso, nos Caps. 8 e 9, onde pela primeira vez a natureza das revoluções científicas é diretamente examinada, nos ocuparemos repetidamente com os momentos decisivos essenciais do desenvolvimento científico associado aos nomes de Copérnico, Newton, Lavoisier e Einstein. Mais claramente que muitos outros, esses episódios exibem aquilo que constitui todas as revoluções científicas, pelo menos no que concerne à história das ciências físicas. Cada um deles forçou a comunidade a rejeitar a teoria científica anteriormente aceita em favor de uma outra incompatível com aquela. Como conseqüência, cada um desses episódios produziu uma alteração nos problemas à disposição do escrutínio científico e nos padrões pelos quais a profissão determinava o que deveria ser considerado como um problema ou como uma solução de problema legítimo. Precisaremos descrever as maneiras pelas quais cada um desses episódios transformou a imaginação científica, apresentando-os como uma transformação do mundo no interior do qual era realizado o trabalho científico. Tais mudanças, juntamente com as controvérsias que quase sempre as acompanham, são características definidoras das revoluções científicas.

 

Kuhn, no livro Teoria das Revoluções Científicas4


  3Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Thomas-kuhn-portrait.png

   4Kuhn, T.Estrutura das Revoluções Científicas.São Paulo: Editora Perspectiva, 1998.

 

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