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Resumo de Pensamento Científico na Filosofia Medieval - Filosofia

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AULA 1

Ciência Medieval: Pensamento Científico

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  •  A ciência não deixou de ser desenvolvida durante o período medieval;

  • Os gregos eram muito estudados, mas o colapso do Império Romano causou também uma grande perda no conhecimento. A instituição que mais conseguiu preservar o conhecimento foi a Igreja Cristã, ainda que tenha conseguido preservar poucas coisas;

  • Quando a Europa conseguiu se recuperar, houve um movimento de tradução dos clássicos gregos para o latim. O impacto dessas traduções foi revolucionário nas universidades que nasciam por toda a Europa.

  • Alguns pensadores se destacaram: Roger Bacon, com seu método baseado em um ciclo repetitivo de observação, hipótese e experimentação; William de Ockham, com sua Navalha de Ockham que escolhe a explicação mais simples dentre as igualmente válidas; Nicole D’Oresme, que trabalha conceitos de movimento e astronomia; e Nicolau Copérnico, que desenvolveu a explicação heliocêntrica como uma hipótese matemática de explicação do mundo.

 

Nas palavras do autor,

 

Há dois modos de se adquirir conhecimento: um pela razão e outro pela experiência. O raciocínio leva a uma conclusão e nos compele a aceitá-la, mas não torna a conclusão segura, nem remove a dúvida para que a mente possa descansar na intuição da verdade, a não ser que a mente encontre a certeza pelo caminho da experiência. Muitos têm argumentos sobre o que pode ser conhecido, mas, por não terem tido experiência, eles negligenciam os argumentos e não evitam o que é danoso, nem seguem o bom caminho. Pois se um homem que nunca viu o fogo pudesse provar, por raciocínios adequados, que o fogo queima, que devora e destrói coisas, mesmo assim sua mente não estaria satisfeita e nem evitaria o fogo, até que pusesse neste sua mão ou alguma coisa combustível, de forma a provar pela experiência o que o argumento ensinou. Mas, depois da experiência da combustão, sua mente se assegura e se acalma na certeza da verdade. Portanto, argumento não basta, mas experiência sim. 

Isso é evidente até na matemática, onde a demonstração é a mais segura. A mente de um homem que recebe a mais clara das demonstrações sobre um triângulo equilátero nunca irá guardar a conclusão ou agir sobre ela até que obtenha confirmação pela experiência, por meio da intersecção de dois círculos iguais, cada qual passando pelo centro do outro, e de cuja intersecção linhas são traçadas para os seus centros. Aceita-se então a conclusão sem dúvida. O que Aristóteles fala da demonstração pelo silogismo, de que ela pode fornecer conhecimento, pode ser entendido se ela for acompanhada pela experiência, mas não se for uma demonstração pura

 

Roger Bacon, no texto “Sobre a Ciência Experimental” em seu Opus Maius2

 


  1Fonte:https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Copernicus.jpg

   2Bacon, Roger.Sobre a Ciência Experimental. Tradução de Osvaldo Pessoa Jr. Disponível em:

 

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