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Resumo de Pensamento Científico na Filosofia Moderna - Filosofia

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AULA 1

Galileu Galilei: Pensamento Científico

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  • É considerado um dos pais da ciência moderna, pois marca a transição da filosofia natural da antiguidade para o método científico moderno;

  • Defende um método científico com experimentação prática das teorias, com um uso cada vez maior da matemática;

  • Desenvolve diversos instrumentos para a verificação prática das teorias científicas, como o aperfeiçoamento da luneta;

  • Se preocupa com a divulgação científica de suas descobertas, escrevendo na língua comum (italiano);

  • Desenvolve a teoria heliocêntrica.


 

Nas palavras do autor,

 

Entre as maneiras seguras para alcançar a verdade está o antepor a experiência a qualquer discurso, estando seguros de que nele, ao menos de modo encoberto, está contida a falácia, não sendo possível que uma sensata experiência seja contrária ao verdadeiro: este é também um preceito muito apreciado por Aristóteles e consideravelmente anteposto ao valor e à força da autoridade de todos os homens do mundo, a qual V. Sa. mesma admite que não só não devemos ceder às autoridades de outros, mas devemos negá-la a nós mesmos, todas as vezes virmos que o sentido nos mostre o contrário.

 

Galileu Galilei, na Carta a Fortúnio Liceti2


1Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Justus_Sustermans_-_Portrait_of_Galileo_Galilei,_1636.jpg

2ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni. História da Filosofia (vol. I). 3. ed. São Paulo: Paulus, 2007 p. 225

AULA 2

Francis Bacon: Pensamento Científico

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  •  Queria realizar a Instauratio Magna, a Grande Restauração: um novo método que superasse e substituísse o de Aristóteles;

  • Valorizava o método indutivo, que parte da observação e da experimentação para a teoria; e criticava o método dedutivo, que desenvolve as conclusões a partir da razão e da lógica;

  • Criticava o método antigo e medieval de coletar poucos fator e utilizá-los para justificar as teorias; para Bacon, os dados devem ser coletados em grande quantidade e a partir de um método científico rigoroso;

  • Falava de quatro ídolos que atrapalham nosso modo de fazer ciência: Ídolos da Tribo, erros da nossa própria tribo humana; Ídolos da caverna, fazendo referência às nossas crenças pessoas; Ídolos de Foro, problemas derivados da própria linguagem; e Ídolos do Teatro, problemas derivados de sistemas filosóficos e tradicionais.

  • Trabalhava três tábuas: a Tábua da Presença; a Tábua da Ausência e a Tábua da Comparação;

  • A ciência deve levar o homem a ter poder sobre a natureza.


 

Nas palavras do autor,

 

Todos aqueles que ousaram proclamar a natureza como assunto exaurido para o conhecimento, por convicção, por vezo professoral ou por ostentação, infligiram grande dano tanto à filosofia quanto às ciências. Pois, fazendo valer a sua opinião, concorreram para interromper e extinguir as investigações. Tudo mais que hajam feito não compensa o que nos outros corromperam e fizeram malograr. Mas os que se voltaram para caminhos opostos e asseveraram que nenhum saber é absolutamente seguro, venham suas opiniões dos antigos sofistas, da indecisão dos seus espíritos ou, ainda, de mente saturada de doutrinas, alegaram para isso razões dignas de respeito. Contudo, não deduziram suas afirmações de princípios verdadeiros e, levados pelo partido e pela afetação, foram longe demais. De outra parte, os antigos filósofos gregos, aqueles cujos escritos se perderam, colocaram-se, muito prudentemente, entre a arrogância de sobre tudo se poder pronunciar e o desespero da acatalepsia.

Verberando com indignadas queixas as dificuldades da investigação e a obscuridade das coisas, como corcéis generosos que mordem o freio, perseveraram em seus propósitos e não se afastaram da procura dos segredos da natureza. Decidiram, assim parece, não debater a questão de se algo pode ser conhecido, mas experimentá-lo. Não obstante, mesmo aqueles, estribados apenas no fluxo natural do intelecto, não empregaram qualquer espécie de regra, tudo abandonando à aspereza da meditação e ao errático e perpétuo revolver da mente.

Nosso método, contudo, é tão fácil de ser apresentado quanto difícil de se aplicar. Consiste no estabelecer os graus de certeza, determinar o alcance exato dos sentidos e rejeitar, na maior parte dos casos, o labor da mente, calcado muito de perto sobre aqueles, abrindo e promovendo, assim, a nova e certa via da mente, que, de resto, provém das próprias percepções sensíveis.

 

Francis Bacon, no livro Novum Organon 


 3Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Francis_Bacon,_Viscount_St_Alban_from_NPG_(2).jpg

AULA 3

René Descartes: Pensamento Científico

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  • Propõe uma instrumentalização da natureza, uma explicação racional dos fenômenos e das coisas e uma mecanização, onde tudo passa a ser compreendido a partir das partes que o compõe. Sua visão mecanicista é baseada em sua divisão entreres cogitanseres extensa;

  • No lugar do pensamento indutivo, propõe um método dedutivo onde as experiências confirmam os princípios gerais delineados pela razão;

  • Desenvolve o método cartesiano, método que possibilitou o desenvolvimento tecnológico posterior. Esse método consiste nos passos de verificar as evidências, analisá-las, dividindo-as em partes menores, sintetizar essas unidades em um todo e enumerar as conclusões e princípios;

  • Uma de suas principais contribuições foi a geometria cartesiana, que usa a álgebra para descrever a geometria, e a base do cálculo que será desenvolvida posteriormente.

 

Nas palavras do autor,

 

E, como a multiplicidade de leis frequentemente fornece desculpas aos vícios, de modo que um Estado é muito mais bem regrado quando, tendo pouquíssimas leis, elas são rigorosamente observadas; assim, em vez desse grande número de preceitos de que a lógica é composta, acreditei que me bastariam os quatro seguintes, contanto que tomasse a firme e constante resolução de não deixar uma única vez de observá-los.

O primeiro era de nunca aceitar coisa alguma como verdadeira sem que a conhecesse evidentemente como tal; ou seja, evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção, e não incluir em meus juízos nada além daquilo que se apresentasse tão clara e distintamente ao meu espírito, que eu não tivesse nenhuma ocasião de pô-lo em dúvida.

O segundo, dividir cada uma das dificuldades que examinasse em tantas parcelas quantas fosse possível e necessário para melhor resolvê-las.

O terceiro, conduzir por ordem meus pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir pouco a pouco, como por degraus, até o conhecimento dos mais compostos; e supondo certa ordem mesmo entre aqueles que não se precedem naturalmente uns aos outros.

E, o último, fazer em tudo enumerações tão completas, e revisões tão gerais, que eu tivesse certeza de nada omitir.

Essas longas cadeias de razões, tão simples e fáceis, de que os geômetras costumam servir-se para chegar às suas mais difíceis demonstrações, levaram-me a imaginar que todas as coisas que podem cair sob o conhecimento dos homens encadeiam-se da mesma maneira, e que, com a única condição de  nos abstermos de aceitar por verdadeira alguma que não o seja, e de observarmos sempre a ordem necessária para deduzi-las umas das outras, não pode haver nenhuma tão afastada que não acabemos por chegar a ela e nem tão escondida que não a descubramos.

 

Descartes, no livro Discurso do Método6



 


5Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Frans_Hals_-_Portret_van_Ren%C3%A9_Descartes.jpg

6Descartes, R.Discurso do Método. Tradução de Maria Ermantina Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

 

AULA 4

Isaac Newton: Pensamento Científico

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  •  Para Newton, a função da ciência era descobrir leis universais e enuncíá-las de forma racional: com isso, ele busca descrever a mecânica do universo através de equações;

  • Suas investigações possuíam um intenso rigor matemático, transformando-se um modelo científico para os séculos posteriores.

 

Nas palavras do autor,

 

É realmente uma questão de grande dificuldade descobrir, e efetivamente distinguir, os movimentos verdadeiros de corpos particulares daqueles aparentes; porque as partes daquele espaço imóvel, no qual aqueles movimentos se realizam, de modo algum são passíveis de serem observadas pelos nossos sentidos. No entanto, a situação não é totalmente desesperadora, pois temos alguns argumentos para nos guiar, parte devido aos movimentos aparentes, que são as diferenças dos movimentos verdadeiros, e parte devido às forças, que são as causas e os efeitos dos movimentos verdadeiros. Por exemplo, se dois globos, mantidos a uma dada distância um do outro por meio de uma corda que os ligue, forem girados em torno do seu centro comum de gravidade, poderíamos descobrir, a partir da tensão da corda, o esforço dos globos a se afastarem do eixo de seu movimento, e a partir daí poderíamos calcular a quantidade de seus movimentos circulares. E então, se quaisquer forças iguais fossem imprimidas de uma só vez nas faces alternadas dos globos para aumentar ou diminuir seus movimentos circulares, a partir do acréscimo ou decréscimo da tensão da corda, poderíamos inferir o aumento ou diminuição de seus movimentos; e assim seria encontrado em que face aquelas forças devem ser imprimidas, para que os movimentos dos globos pudessem ser aumentados ao máximo, isto é, poderíamos descobrir suas faces posteriores ou aquelas que, no movimento circular, seguem. Mas sendo conhecidas as faces que seguem, e consequentemente as opostas que precedem, igualmente conheceríamos a determinação dos seus movimentos. E, assim, poder-se-ia encontrar tanto a quantidade como a determinação desse movimento circular, mesmo em um imenso vácuo, onde não existisse nada externo ou sensível com o qual os globos pudessem ser comparados. 

 

Newton, no livro Principia - Princípios Matemáticos de Filosofia Natural8


7Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:GodfreyKneller-IsaacNewton-1689.jpg 

8Newton, Isaac. Principia - Princípios matemáticos de filosofia natural. Tradução de Oswaldo Pessoa Jr. Disponível em:

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