Resumo de Conflitos na Rússia - Geografia

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AULA 1

Questões Históricas

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Origens

As tensões étnicas presentes atualmente têm relações com o processo histórico de expansão política do território russo por diferentes povos e culturas.

  • Império Russo:formado no século XVIII, chegou a ser a maior e mais populosa unidade política do mundo, abrangendo territórios da Europa do Leste, da Ásia até a América (Alasca, depois vendida para os Estados Unidos em 1867);

  • Formação da União Soviética (1917-1991): centralização política e supressão das questões étnicas em favor da unidade do Estado;

  • Formação da Federação Russa:a dissolução da URSS não conseguiu atenuar as divergências de origem étnica, mesmo concedendo maior autonomia para algumas regiões;

  • Diferentes etnias: vários povos com tradições culturais, religiosas e valores diferentes, convivendo sob a unidade do Estado russo;

  • Divisões políticas:fazer com que interesses conflitantes e o desejo de separatismo sejam reduzidos com a concessão de maior autonomia administrativa.

    • Existência de repúblicas, óblasts, krais, cidades federais;

  • Separatismos: sentimentos nacionalistas e de questões étnico-culturais que contribuem para movimentos de autonomia.

    • Ossétia do Sul, Daguestão, Chechênia, Cáucaso, Ucrânia: áreas de tensão.

AULA 2

Cáucaso do Norte / Chechênia

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Entre Europa e Ásia

A região próxima à cadeia montanhosa do Cáucaso é uma área considerada estratégica por estar entre a Ásia, o Oriente Médio e a Europa, bem como às regiões do Mar Negro e do Mar Cáspio, importantes para as atividades marítimas.

  • Ciscaucásia:a expansão do Império Russo para a “russificação” de toda a área, no século XVIII;

  • Região estratégica: existência de jazidas petrolíferas, de gás natural, manganês e outros minerais metálicos. Além disso, importantes dutos (oleodutos e gasodutos) que passam pela região abastecem boa parte da demanda da Europa por energia;

  • Várias repúblicas na região do Cáucaso:Chechênia, Inguchétia, Daguestão, Calmúquia, etc.

 

Inguchétia

Nesta república, há um conflito entre ativistas que evocam a supressão de direitos humanos e desejo por maior liberdade, e o governo russo, que considera essas manifestações como uma guerra civil.

  • Grupos islâmicos: Ingush Jammat (na Inguchétia) e Yarmuk Jammat (em Rabardino-Balkaria), que desejam influência maior na política e autonomia, com uma lei islâmica;

  • Frente do Cáucaso (2005):grupos paramilitares, tentativa de ascendo o poder para montar um emirado.

 

Chechênia

Após a dissolução da União Soviética, a Chechênia chegou a se autodeclarar independente, em 1991.

  • Tentativa de consolidação (1994-2003): cerca de 150 mil baixas durante as lutas por autonomia;

  • Dutos: alguns dos dutos russos mais importantes para a Europa passam por essa região;

  • Guerra civil (1994-1995): cerca de 40 mil soldados russos para conter o conflito na região;

  • 1999-2000: nova guerra civil;

  • 2003:referendo local, no qual vence o reconhecimento da Chechênia como integrante da Federação Russa, sob forte;

  • 2004: atentado em Beslan. Uma escola alvo de atentado terrorista, assumido por grupos pró-independência da Chechênia.

AULA 3

Ossétia do Sul

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Territórios na Geórgia e na Rússia

As tensões entre Ossétia do Norte, Ossétia do Sul e a Abecásia envolvem territórios russos e da Geórgia.

  • Ossétia do Norte:é parte do território russo;

  • Ossétia do Sul:a formação desse Estado não é reconhecida pela maior parte da comunidade internacional (especialmente pela ONU e a OTAN), sendo considerada parte da Geórgia;

  • Questões étnicas:heranças da cultura dos ossetas trazem laços comuns entre norte e sul;

  • Declaração de independência:ocorrida durante a dissolução do bloco soviético;

  • 2006: referendo para perguntar à população sobre o desejo de independência da Ossétia do Sul;

  • Intervenção georgiana: a Ossétia do Sul recebe tropas para conter os favoráveis à independência.

    • Apoio dos EUA e da OTAN para as tropas da Geórgia, em conflito com tropas formadas pela Ossétia do Sul favoráveis à independência, apoiadas pelo exército russo;

  • Reconhecimento russo da independência (2008):críticas da ONU e da OTAN, por acreditarem que são pressões de grupos separatistas atuantes na região, como grupos chechenos. A Rússia também reconheceu a autonomia da Abecásia, outra região que não deseja ser parte da Geórgia;

  • Tentativa de unificação norte-sul:movimentos por setores da população que defendem a ideia de uma Ossétia unida.

AULA 4

Daguestão

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Região autônoma

Em 1999, a República do Daguestão se autodeclarou independente, criando tensões com o governo de Moscou.

  • Área mais populosa do Cáucaso: importantes cidades na região (Makhachkala e Derbent, por exemplo);

  • Estratégica:jazidas de petróleo e gás natural, além de zonas portuárias no Mar Cáspio.

    • Resistências: associadas a grupos islâmicos (a maior parte da população é adepta do islamismo sunita) que desejam um Estado baseado na lei islâmica, há movimentos de guerrilha para resistir às pressões russas;

    • Conflitos com a Chechênia:para tentar controlar o transporte e os preços dos recursos petrolíferos que passam pela região.

AULA 5

Crise da Criméia (Parte 1)

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Área estratégica

A região da Crimeia está em uma península entre o Mar Negro e o Mar de Azov, alvo histórico de disputas (gregos, godos, hunos, no Principado de Kiev, Império Otomano) em função de ser uma passagem estratégica entre a Rússia e a Europa.

  • Considerada província autônoma (Oblast) do território ucraniano;

  • Fatores estratégicos: baías e portos, base militar russa na região, gasodutos e oleodutos, ligação c/ o Mar Negro, Mediterrâneo e Bálcãs.

AULA 6

Crise da Criméia (Parte 2)

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Fatores estratégicos e étnicos

  • Fatores estratégicos: frota russa no Mar Negro, importante estrategicamente para a influência militar e comercial na região, controlando a passagem de embarcações e a cobrança de frete;

  • Fatores étnicos: a ocupação soviética contribuiu para a migração de muitos russos, que acabaram por formar a maior parte da população favorável a anexação da Crimeia à Rússia;

  • Integração com a União Europeia:os favoráveis à manutenção da Crimeia como parte da Ucrânia alegam que a manutenção da unidade traz os benefícios socioeconômicos da UE para a região;

  • Fragilidade econômica;

  • Questões separatistas: movimentos em cidades como Donetsk e Lugansk, em 2014;

  • Referendo (03/2014):não-reconhecimento da anexação (ONU), por cerca de cem países, e confrontos nas ruas. Mesmo com a anexação oficial em março de 2014, a Ucrânia considera a região como uma zona ocupada.

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