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Resumo de Humanismo - Literatura

Quer estudar Humanismo? Aqui no Stoodi você encontra resumos grátis de Literatura que podem ser salvos em PDF para ajudar na sua preparação para o Enem e principais vestibulares.

AULA 1

Introdução Humanismo

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  • Início oficial - 1434 - Fernão Lopes - Guarda-mor da Torre do Tombo

  • Término - 1527 - Medida Nova - sá de miranda

  • Período de transição da Idade Média para a Idade Moderna

  • Destaque

    • Teatro

    • Crônica

    • Poesia Palaciana

    • Prosa doutrinária

AULA 2

Contexto histórico: Humanismo

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  • Declínio da organização feudal

  • Mercantilismo

  • Ascensão da Burguesia

  • Grandes Navegações

  • Renascimento Cultural

  • Homem Como medida para todas as coisas 

  • Consolidação de portugal como Estado moderno

  • Revolução de Avis

AULA 3

Os Cronistas - Fernão Lopes

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  • Crônica - historiografia

  • Regiocentrica

  • Centrada em fatos

  • Fernão Lopes

    • Guarda-mor da Torre do Tombo

    • Estilo e técnica histórica

  • Crônica d’El Rei D Pedro, Crônica d’El Rei D Fernando, Crônica D’El Rei D João I

AULA 4

Prosa Doutrinária

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  • Doutrinária e moralista

  • Educação da realeza e fidalguia 

  • Esporte - Caça

  • Virtudes morais

Livro de montaria - D joão I

Livro de Ensinança de Bem Cavalgar toda Sela - D. Duarte

AULA 5

Poesia Palaciana

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  • Circunstância

    • Esparsa, trova, Vilancete, cantiga

  • Quatrocentista

  • Cancioneiro Geral - Garcia Rezende

AULA 6

Teatro Vicentino - Parte 1

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Origem mistérios e milagres, Juan del Encina

Gil Vicente - 44 Peças

Teatro portador de uma moral cristã ou mundana - Bifrontista

Peças de poucos atos, enredo simples, personagens tipo e alegóricos

AULA 7

Teatro Vicentino - Parte 2

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  • Moral cristã

  • base teocêntrica

  • Divisões 

    • Mistérios

    • Milagres

    • Moralidades - Alegorias, autos

    • Destaque - trilogia das barcas destino das almas nos pós-morte

      • Glória

      • Purgatório 

      • Inferno

AULA 8

Teatro Vicentino - Parte 3

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  • Profanas

  • Críticos aos vícios

  • Divisões

    • Farsas 

    • Momos

    • Sotties

    • Destaques

      • Farsa do velho do horto

      • Inês Pereira

      • Quem tem farelos?

AULA 9

Teatro Vicentino - Exemplos

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Auto de moralidade composto por Gil Vicente por contemplação da sereníssima e muito católica rainha Lianor, nossa senhora, e representado por seu mandado ao poderoso príncipe e mui alto rei Manuel, primeiro de Portugal deste nome. Começa a declaração e argumento da obra. Primeiramente, no presente auto, se figura que, no ponto que acabamos de espirar, chegamos subitamente a um rio, o qual per força havemos de passar em um de dous batéis que naquele porto estão, scilicet, um deles passa pera o paraíso e o outro pera o inferno: os quais batéis tem cada um seu arrais na proa: o do paraíso um anjo, e o do inferno um arrais infernal e um companheiro.

A O primeiro interlocutor é um Fidalgo que chega com um Pajem, que lhe leva um rabo mui comprido e üa cadeira de espaldas. E começa o Arrais do Inferno ante que o Fidalgo venha.

 

DIABO

À barca, à barca, houlá! que temos gentil maré! - Ora venha o carro a ré!

 

COMPANHEIRO

Feito, feito! Bem está! Vai tu muitieramá, e atesa aquele palanco e despeja aquele banco, pera a gente que virá.

À barca, à barca, hu-u! Asinha, que se quer ir! Oh, que tempo de partir, louvores a Berzebu! - Ora, sus! que fazes tu? Despeja todo esse leito!

COMPANHEIRO

Em boa hora! Feito, feito!

[...]

 

FARSA OU AUTO DE INÊS PEREIRA Gil Vicente A seguinte farsa de folgar foi representada ao muito alto e mui poderoso rei D. João, o terceiro do nome em Portugal, no seu Convento de Tomar, era do Senhor de MDXXIII. O seu argumento é que porquanto duvidavam certos homens de bom saber se o Autor fazia de si mesmo estas obras, ou se furtava de outros autores, lhe deram este tema sobre que fizesse: segundo um exemplo comum que dizem: mais quero asno que me leve que cavalo que me derrube. E sobre este motivo se fez esta farsa. A figuras são as seguintes: Inês Pereira; sua Mãe; Lianor Vaz; Pêro Marques; dous Judeus (um chamado Latão, outro Vidal); um Escudeiro com um seu Moço; um Ermitão; Luzia e Fernando. Finge-se que Inês Pereira, filha de hüa molher de baixa sorte, muito fantesiosa, está lavrando em casa, e sua mãe é a ouvir missa, e ela canta esta cantiga:

Canta Inês:

 Quien con veros pena y muere

 Que hará quando no os viere?

(Falando)

INÊS Renego deste lavrar

 E do primeiro que o usou;

 Ó diabo que o eu dou,

 Que tão mau é d'aturar.

 Oh Jesu! que enfadamento,

 E que raiva, e que tormento,

 Que cegueira, e que canseira!

 Eu hei-de buscar maneira

 D'algum outro aviamento.

 Coitada, assi hei-de estar

 Encerrada nesta casa

 Como panela sem asa,

 Que sempre está num lugar?

 E assi hão-de ser logrados 

 Dous dias amargurados,

 Que eu possa durar viva?

 E assim hei-de estar cativa

 Em poder de desfiados?

 Antes o darei ao Diabo

 Que lavrar mais nem pontada.

 Já tenho a vida cansada

 De fazer sempre dum cabo.

 Todas folgam, e eu não,

 Todas vêm e todas vão

 Onde querem, senão eu.

 Hui! e que pecado é o meu,

 Ou que dor de coração?

 Esta vida he mais que morta.

 Sam eu coruja ou corujo,

 Ou sam algum caramujo

 Que não sai senão à porta?

 E quando me dão algum dia

 Licença, como a bugia,

 Que possa estar à janela,

 É já mais que a Madanela

 Quando achou a aleluía.

 

 

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