É inegável que 2020 ficou marcado pelocoronavírus e como o mundo precisou se adaptar e adotar medidas enérgicas de paralisação do comércio, isolamento social e fechamento de fronteiras para lidar com a Covid-19, a doença gerada por esse microrganismo.

Porém, não faz muito tempo que as nações passaram por uma situação semelhante com a gripe H1N1. As conexões e as comparações entre essas doenças virais são tantas que se tornaram um prato cheio para o Exame Nacional do Ensino Médio.

Afinal, essa avaliação tem como característica a abordagem de assuntos atuais e contemporâneos nos enunciados. Isso sem falar, é claro, na redação, que sempre traz temas relevantes e que refletem o período em que vivemos.

Por esse motivo, trouxemos este post para explicar o que é essa enfermidade, como ela surgiu e seu status atual em meio a uma nova pandemia. Continue a leitura!

O que é gripe H1N1?

De maneira bem didática, essa doença nada mais é do que aquilo que o nome dela sugere: uma gripe. O que a diferencia é justamente o termo H1N1, que faz referência ao vírus que a transmite: o influenza A(H1N1) pdm09.

Isso porque há vários tipos dele que são responsáveis por atacar e enfraquecer nosso sistema imunológico.

Muitos, inclusive, fazem parte de um mesmo grupo, mas acabam apresentando linhagens com morfologia e carga genética diferentes, como é o caso da classe H1N1.

Tanto é que esse influenza foi detectado em 2009 como uma versão geneticamente diferente do tipo de vírus que adoecia suínos, já que agora podia infectar humanos. Foi por essa razão que a enfermidade também ficou conhecida mundialmente por gripe suína.

Em questão de meses, ela se tornou um problema de saúde global, alastrando-se a partir do México para dezenas de países e acumulando um número expressivo de infectados e vítimas fatais.

Isso fez com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) determinasse que a gripe H1N1 se tratava de uma pandemia pela abrangência que tinha e o nível de gravidade que apresentava.

Para se ter ideia, em 2009 foram diagnosticados 53.319 pessoas contaminadas apenas no Brasil. Desse montante, houve aproximadamente 2.202 mortes, o que representa 4,1% dos registros médicos, conforme o relatório de Vigilância em Saúde no Brasil.

Esse material foi desenvolvido pelo Ministério da Saúde e é responsável por fazer um apanhado dos principais surtos, epidemias e pandemias que surgiram entre 2003 e 2019.

Atualmente, há duas vacinas que imunizam nosso sistema imunológico contra a gripe H1N1: a trivalente e a tetravalente, que são administradas justamente contra alguns tipos de vírus influenza. Elas estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

vírus h1n1

Sintomas da gripe H1N1

Os sintomas da gripe H1N1 são aqueles frequentes em todas as gripes:

  • coriza;
  • dor de garganta;
  • fadiga;
  • febre;
  • tosse seca;
  • cansaço excessivo.

O diferencial dessa enfermidade é que, se para muitos indivíduos ela não se manifesta de forma branda, para outros ela se agrava em um curto espaço de tempo.

É o caso daqueles com doenças crônicas ou autoimunes, com mais de 65 anos, recém-nascidos ou que estão em período de gestação.

Para se ter uma noção, ela começa a causar dificuldade para respirar e provoca quedas contínuas de pressão — que pode causar enjoos, tonturas e até desmaios.

Em seguida, surge e ausência total de apetite — o que pode provocar um quadro de desnutrição e desidratação. Com isso, as pessoas nessa situação precisam ser internadas para acompanhamento médico intensivo.

Transmissão da gripe H1N1

A transmissão da gripe H1N1 ocorre pelo contato com os fluidos corporais excretados por quem está com a doença, como a saliva e as secreções nasais. Para isso, basta permanecer próximo à pessoa quando ela espirra e assoa o nariz.

O mesmo acontece se você compartilhar utensílios domésticos com ela ou ter contato com superfícies em que ela tenha encostado ou repousado as mãos sem higienizá-las após pegar nos próprios fluidos ou manusear itens com eles.

Formas de prevenção

Para se prevenir desse problema de saúde, o mais importante é evitar os meios de transmissão do vírus. Para tanto, é necessário manter uma distância social mínima de um metro e meio de quem está infectado.

Também é necessário não permanecer em espaços fechados sem circulação de ar com indivíduos com sintomas aparentes e dispensar o toque físico (como abraços e apertos de mão) com conhecidos e, acima de tudo, desconhecidos.

Para completar, você deve ter talheres, pratos e copos para uso pessoal não só em casa, mas também no ambiente de trabalho.

Além disso, adote o hábito de lavar as mãos e/ou usar álcool em gel após tocar qualquer superfície ou mesmo objeto suspeito, principalmente se ele for de uso comunitário.

Vale frisar que todas essas medidas podem ser aplicadas da mesma forma para reduzir o risco do contágio da COVID-19

Gripe H1N1 no Brasil

No primeiro tópico, apresentamos os dados da pandemia da gripe H1N1 no Brasil e o quanto ela impactou a população naquele período.

Contudo, mesmo com a vacina contra a doença e as medidas tomadas pelos governos estaduais e federal no combate à disseminação dela, ainda não é possível impedir por completo a contaminação das pessoas — e isso se deve a alguns fatores.

O primeiro é que a imunização deve ser recorrente a cada 12 meses para assegurar o suporte necessário ao sistema imunológico.

O segundo, por sua vez, é que, entre os microrganismos existentes, os vírus são aqueles que mais passam, ao longo do tempo (às vezes, em questão de poucos meses), por mutações no código genético.

Tanto é que mencionamos sobre os grupos de vírus que desenvolvem linhagens diferentes e, consequentemente, com capacidades distintas. Logo, é natural que a vacina se torne gradualmente menos eficaz.

Por conta disso, o boletim epidemiológico nº 22 divulgado pelo Ministério da Saúde apontou que, de janeiro a setembro de 2019, dez anos após a crise provocada pela doença, foram diagnosticados 2.607 portadores do influenza A (H1N1) pdm09.

A massiva maioria, 1.841 casos (70,61%), se concentra no sudeste. O informe ainda ressalta que, do número de infectados no país, 589 tiveram piora no quadro de saúde e não resistiram, o que representa 22,59% do total — praticamente 1/4 dos casos.

Como você leu, em menos de duas décadas o planeta enfrentou duas grandes pandemias: a gripe H1N1 e a COVID-19. Fenômenos que, certamente, vão entrar para os livros de História.

Eles vão servir de exemplo sobre como as nações traçaram estratégias para combater ambos os problemas e como a ciência precisou se reinventar em pleno século XXI.

Isso sem falar que vão mostrar como ela acelerou a produção de estudos e pesquisas para lidar com esses desafios, para evitar que os efeitos delas fossem ainda mais críticos para a a humanidade.

E já que falamos bastante sobre enfermidade neste post, aproveite para conferir mais informações sobre o sistema imunológico e deixar seu cronograma de estudos com um sólido embasamento na Biologia!

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