Livro faz parte da lista de leitura obrigatória da Fuvest 2018

Resumo do livro Minha Vida de Menina, de Helena Morley

A obra Minha Vida de Menina, de Helena Morley, é formada por passagens do diário da própria autora durante sua adolescência, entre 1893 e 1895 – quando ela tinha entre 13 e 15 anos. Faz parte da lista de leituras obrigatórias da Fuvest.

O livro foi publicado apenas em 1942, quando Alice Caldeira Brant já estava bem mais velha. Ela conta que o objetivo da obra é mostrar às jovens – inclusive suas netas – como a adolescência dos dias de hoje é diferente da simplicidade do cotidiano das garotas daquela época – final do século XIX.

Linguagem leve

Como Minha vida de Menina é um registro feito em diário, sua linguagem é leve e de fácil leitura, pois tem como característica o tom coloquial desde os menores acontecimentos até os mais grandiosos.

Helena é uma menina muito divertida e espontânea, por isso algumas passagens do livro são cômicas. Outro característica importante da protagonista é seu lado questionador, sempre em busca de respostas pautadas por uma racionalidade.

A família de Helena é de origem inglesa. Desta forma, a adolescente convivia com alguns parentes que passavam adiante os costumes britânicos, como sua tia Madge. Por outro lado, seus pais tinham uma vida bem mais simples, o que provocava um choque de cultura.

Caracterísitcas da obra

A prof. Priscila, de Literatura, explica que o livro possui diversas polaridades, nos mostrando, por exemplo, os papéis dos homens e das mulheres dentro da sociedade da época. Ela conta também que existe a oposição entre protestantismo e catolicismo.

Helena, mesmo com a religiosidade da família, vivia questionando sua mãe e sua avó sobre a Igreja. Ela queria provas ou, pelo menos, entender o raciocínio lógico de algumas imposições – o que conduzia a discussão para a questão “ciência versus religião”.

Apesar de parecer algo muito pessoal (referente apenas à vida de Helena), Minha vida de Menina apresenta alguns registros históricos importantíssimos daquele período – retratando fielmente a sociedade, numa reprodução de seu mundo e de seus valores.

Temas históricos presentes

Temas como a recém-instauração da República e abolição da escravatura estão presentes na obra. Helena critica, também, o coronelismo em Diamantina, cidade onde vivia.

Por fim, a prof. Pri chama a atenção para o modo como Helena interpreta a vida – ela acreditava que deveria aproveitar o lado bom da vida e viver o momento presente.

“Vemos em Minha Vida de Menina uma adolescente contando sobre seu dia a dia simples, mas feliz, nos aproximando, inclusive, de temas árcades como o bucolismo e o carpe diem”, finaliza a professora.

Minha Vida de Menina: ficha técnica

Narrador: em primeira pessoa.

Cenário: cidade de Diamantina, em Minas Gerais.

Contexto: o livro narra um período tão importante da história brasileira, quando a Lei Áurea (1888) e a República (1889) haviam sido recém-instauradas. Através do cotidiano de Helena, podemos perceber a permanência do negro na condição de escravo mesmo após a abolição, o coronelismo, a crise econômica em que se encontravam os mineradores de Diamantina agora que a extração de diamantes estava escassa, dentre outras.

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